(tradução do espanhol por José Feldman)
Vicente Quirarte Castañeda (1954-2026), poeta, ensaísta, dramaturgo, narrador, cronista e acadêmico, nasceu em 19 de julho, 1954 na Cidade do México e faleceu em 11 de agosto de 2026, aos 72 anos na mesma cidade.
Ele frequentou o graduação em Língua e Literatura Hispânica pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), onde também obteve o título de mestre em Literatura Hispânica e, em 1998, obteve seu doutorado em Letras Mexicanas, na mesma instituição educacional.
Na UNAM trabalhou por décadas como professor, pesquisador, coordenador de oficinas e foi membro do Conselho Diretor da mais alta casa de estudos do México e América Latina, desde 2017. Docente de Bacharelado, Mestrado e Bacharelado e convidado para instituições estrangeiras como Austin College, a Universidade Hebraica de Jerusalém e Universidade de Sevilha. Ele era membro do Sistema Nacional de Pesquisadores.
Em 2024, a UNAM prestou homenagem a ele por ocasião de seus 70 anos e de sua carreira. Foi acompanhado pelo colóquio chamado: "Viver é escrever com todo o corpo". Além disso, em 2003, ingressou na Academia Mexicana de Lengua, ocupando a cadeira 31 e o discurso de aceitação que ele fez naquela ocasião foi intitulado: "O México dos contemporâneos".
No período de 2004 a 2008, foi diretor da Biblioteca Nacional do México. Ele entrou como membro do National College em 2016. Sua palestra inaugural foi intitulada: "El laurel invisible" que foi respondido pelo arqueólogo Eduardo Matos Moctezuma, que ressaltava a habilidade de Quirarte de entrelaçar literatura, história e cultura enriquecendo o panorama cultural do país. Nessa instituição, dedicou-se à disseminação de da literatura e cultura mexicanas.
Quirarte Castañeda foi agraciado com múltiplos prêmios, por sua obra literária, entre os que se destacam em 1979, recebeu o Prêmio Nacional de Poesia Juvenil Francisco Francisco González León, em 1990; o Prêmio Nacional José Revueltas de Ensaio Literário, em 1991, o Prêmio Xavier Villaurrutia, em 1994, o Prêmio Universitário Distinção Nacional para Jovens Acadêmicos na área de Criação e Extensão Artística de Cultura.
O poeta e ensaísta, recebeu em 2000 o Prêmio Sergio Magaña; o Prêmio Poesia Ibero-Americana Ramón López Velarde 2011; o Prêmio da Universidade Nacional, em 2012 na categoria de Criação Artística e Extensão da Cultura; Em 2013, ele foi agraciado com a Prêmio da Universidade Nacional. Quando recebeu o Prêmio de Artes e Literatura em 2024, sobre sua carreira, o escritor disse:
"A morte é um grande enigma, mas também é uma aceitação da vida. Nascer é começar morrer, já estamos mortos. O que fazemos é viver a vida como ela nos é dada para fazer isso."
Vicente Quirarte Castañeda disse: "O segredo não é ser jovem, mas manter a juventude, a insatisfação com a ideia que não prospera, a frase mal articulada, o projeto superior ao pensamento".
Ele descreveu o Cidade do México, o centro de seu trabalho como: "A cidade como uma máquina do tempo onde eles podem ser melhores examinando os caminhos paralelos e divergentes da história e da literatura; a cidade como uma mulher nutritiva ou devoradora".
O trabalho literário começou em 1979 com a coletânea de poemas intitulada: "Teatro sobre o Vento Amado", mais tarde sua obra poética e narrativa foi prolífica e excepcional. Entre ela. Livro de poesias: "Vencer a brancura" (1982); Ensaio: Por el azogue y la granada: Gilberto Owen em seu discurso amoroso (1990); "O anjo é um vampiro." (1991). "Em Louvor da Rua" (2004); "Viajantes Mexicanos para Nova York." (2009). A coletânea de contos: "Dying Every Day" (2019) e o ensaio autobiográfico: "O Invencível". (2013). Junto com Bernardo Esquinca, publicou o antologia Ghost City. História fantástica da Cidade do México (XIX-XXI).
Vicente Quirarte Castañeda foi uma figura-chave na literatura mexicana contemporânea, que em uma ocasião, referindo-se à poesia, ele disse:
"Você vai toda a vida procurando aqueles versos que concentram tudo que a humanidade sente porque, no fim, quem escreve o que os outros sentem, só se coloca o no meio do caminho, o leitor completa o ciclo."
Eu compartilho com você um poema de Vicente Quirarte Castañeda:
ENCONTRO COM A NEVE
Nevou toda a noite e amanhece
a terra imaculada.
Quem poderia dizer que abaixo o manto
prepara seu verdor a primavera.
Se a pureza existe,
quão semelhante é à neve:
folha branca dada pelo mundo
para provar que nada permanece.
Até o próximo encontro…!
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Washington Daniel Gorosito Pérez (1961)
O escritor, sociólogo e jornalista WASHINGTON DANIEL GOROSITO PÉREZ é uma voz de grande relevância na literatura hispano-americana contemporânea. Nascido no Uruguai e naturalizado mexicano, sua produção artística e intelectual conecta com maestria a sensibilidade poética às reflexões críticas sobre a política internacional, a educação e os problemas sociais. Nasceu em 1961, na cidade de Montevidéu, no Uruguai. Viveu sua juventude no Uruguai. Desde 1991, mudou-se para o México, fixando residência na cidade de Irapuato, no estado de Guanajuato. Tornou-se oficialmente cidadão mexicano naturalizado em 1999. Iniciou sua trajetória acadêmica no Uruguai, graduando-se em Jornalismo aplicado aos Meios de Comunicação Social. No México, consolidou uma sólida carreira acadêmica nas Ciências Humanas: licenciou-se e obteve o título de Mestre em Sociologia da Educação, tornando-se também doutorando em Pedagogia. Atua há décadas como catedrático universitário, pesquisador e conferencista. É um jornalista ativo de opinião, sendo o autor da célebre coluna internacional “Encuentro con Gorosito”, publicada em diversos veículos de comunicação das Américas e da Europa.
Sua inserção no mundo das letras é marcada por uma produção híbrida, dividida entre o rigor dos ensaios acadêmicos e o lirismo da poesia existencial e urbana. Possui forte vínculo com instituições intelectuais no território mexicano, participando ativamente de saraus, congressos e núcleos de escritores associados à Academia Nacional e Internacional de Poesía (como os núcleos de San Luis Potosí e da Cidade do México), além de ser colaborador frequente de coletivos de vanguarda e revistas culturais independentes. Ao longo de sua estrada literária, acumulou um expressivo reconhecimento em certames de prosa e poesia pela América Latina. Ele recebeu 2 prêmios provinciais, 5 prêmios nacionais e 14 prêmios internacionais de literatura. Suas produções também foram selecionadas para integrar mais de 16 antologias internacionais de poesia e contos.
Entre livros individuais, ensaios de sociologia e participações em antologias poéticas de prestígio, destacam-se: Una biblioteca sin libros (2022); Relatos de tradiciones (2022); Tras las huellas de Ana Neumann (2023); Trazos poéticos 3 (2023) – Obra comemorativa do Dia Mundial da Arte; Sombras del Aire, antología 2023 – Coletânea poética de grande repercussão em Guanajuato; Urbana – Livro comemorativo celebrando sua produção de crônicas e versos.
A relevância de Gorosito Pérez reside em sua condição de escritor de fronteiras e de fusão cultural. Como um legítimo representante da literatura da diáspora e do exílio voluntário, ele transporta a melancolia rioplatense (típica do Uruguai) para a vibrante e mística realidade do interior mexicano. Sua bagagem como sociólogo confere à sua poesia uma profundidade ímpar, na qual o lirismo nunca se desliga das dores do homem comum, da passagem do tempo e das desigualdades sociais. Além disso, seu papel como educador e colunista internacional constrói pontes fundamentais de integração cultural dentro do continente americano, mantendo a palavra escrita como uma ferramenta viva de resistência e conscientização política.
Fonte:
Biografia de Washington = Literomania, Revista Mimeografo, Sombra del Aire, Revista Innombrable, El Sol de Irapuato, Espacio Latino, etc.

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