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domingo, 24 de agosto de 2025

Jacinto de Campos (Canavieiras/BA, 1900 – ????, Rio de Janeiro/RJ)

1
A alegria desta vida
é balão que a gente solta.
Mas, a tristeza, querida,
é ave que vai e volta.
2
A saudade em nossa vida
dilacera o coração!
Mas... não dói como a ferida
da palavra Ingratidão!
3
A sorte sempre se atrasa
quando busca o meu caminho...
Erra, depois, minha casa;
entra em casa do vizinho...
4
A vida começa cedo,
mas a morte, essa covarde,
ninguém lhe sabe o segredo:
– se chega ela cedo ou tarde…
5
Belos rosais que florescem
em Maio, de tantas flores,
olhai as mães que padecem
neste Universo de dores!
6
Buscando felicidades,
não me sobra coisa alguma...
Mas, recontando saudades,
o meu pranto se avoluma.
7
Deixa o egoísmo profundo!…
Esta é a voz das profecias!
Todo mundo deixa o mundo,
mas vai com as mãos vazias!...
8
Do teu amor que se escombra,
à noite, eu sinto, surpreso,
que a sombra que mais me assombra
é a sombra do teu desprezo…
9
E quando eu me for findando,
minha Musa, sem alarde,
em ti ficará cantando,
tristeza morna da tarde…
10
Esta verdade ultrapassa
outra verdade qualquer:
– O amor é como a fumaça
no coração da mulher.
11
Evolei-me ao céu das trovas
repontilhando de estrelas...
Voltei cortado de pena
de quem não pode trazê-las.
12
Fraternidade é a pureza
que em nossas almas se expande…
E mostra, ao mundo, a beleza
de um coração leve… e grande!
13
Meu Deus! Fazei que a bondade,
sempre em minha alma se integre.
Pois sinto felicidade
quando vejo um pobre alegre.
14
Minha filha, honra teu pai,
mais um amor que te resta...
Vê que o ipê, quando cai,
faz grande falta à floresta.
15
Na celeste Imensidade,
quanta luz! Que maravilha!
cada estrela é uma saudade
que na minha alma rebrilha.
16
No mar tem sombras… parece,
de algum noivado falaz…
Pois, quando o sol desfalece,
as ondas gemem demais!…
17
O coração desprezado
pelo amor que lhe convém,
é relógio complicado:
– nunca mais trabalha bem!
18
O meu bom tempo passou!
Debalde o procuro, a esmo…
Depois, vejo que não sou
nem a sombra de mim mesmo!
19
Prometeste, entre refolhos,
aclarar minha ilusão…
Mas… tens tanta luz nos olhos
e sombras no coração!
20
Quem, da flor, nega o perfume,
não pode ser jardineiro…
– Amor, que não tem ciúme,
não pode ser verdadeiro.
21
Rosal de netos risonhos,
na alegria que produz,
enche minha alma de sonhos,
enche meus sonhos de luz!
22
Saudade, sombra difusa
que cai sobre a solidão…
tu és a divina Musa
cantando em meu coração.
23
Sempre uma nuvem tristonha
encobrindo as serranias…
É que o Sol já tem vergonha
da Terra dos nossos dias!
24
Subi à Mansão Serena:
fiz trovas cheias de estrelas…
Voltei cortado de pena
de quem não soube fazê-las!
25
Teu declinar, tarde mansa,
tantos langores conduz,
que nos traz a semelhança
de uma noiva ao pé da cruz…
26
Vai, barqueiro, com bonança,
sem tremores da procela,
que Deus solta uma esperança
quando desliza uma vela…
27
Vendo saúde e sou forte!
Removo montes até!
Incendeio o Polo Norte 
com o fogo ardente da Fé!

J. G. de Araujo Jorge (Tarauacá/AC, 1914 – 1987, Rio de Janeiro/RJ)

1
Ah, mãos tão frágeis, parecem
pedir arrimo e guarida...
E entretanto, se quisessem
guiariam minha vida...
2
Ah, trova com quem me enleio...
- Tens um gingado qualquer
que lembra esse bamboleio
do corpo de uma mulher...
3
Amor que sofro, que almejo,
mata-me logo de vez!
Longe que estejas, te vejo,
ao teu lado, nem me vês...
4
Antes verdade isto fosse:
dizer que não penso em ti...
Mas basta ver-te, e acabou-se!
Me esqueço que te esqueci.
5
Ao ler uma bela trova
depois que pronta ficou,
- quem calcula a dura prova
por que o poeta passou ?
6
Aos meus ciúmes doentios
tu me disseste ainda nua:
- De olhos abertos sou dele!
De olhos fechados, sou tua!
7
A poesia que desejo
tiro de mim como aquela
cantiga do realejo
se alguém roda a manivela…
8
A saudade é este vazio
que a vida, ao partir, deixou;
rio seco, que foi rio,
porque a água já secou...
9
A saudade, intimamente,
devagarzinho nos rói;
é uma emoção diferente,
como uma dor que não dói.
10
A saudade me atormenta
e pesa como uma cruz,
- é como a sombra que aumenta
quanto mais se afasta da luz...
11
Assim tão só, como eu fico,
tão sem ti, neste amargor,
quem dirá que eu já fui rico,
milionário de amor?!
12
Às vezes não acredito:
- como há de findar assim
o nosso amor infinito ,
se o infinito não tem fim?
13
A todos prende e cativa,
e não se rende a qualquer...
- É pequena, mas esquiva...
... Não fosse a trova, mulher...
14
A Vida - ansiosa escalada
sobre a paisagem do mundo
Tanto esforço para nada
se há sempre abismo no fundo!
15
A vida passa e a saudade
passa a ser a vida ausente,
- é uma vaga claridade
de um clarão de antigamente...
16
A vida - uma onda que avança
e volta - vai-vem do mar...
Quando vai, quanta esperança!
Quanta amargura, ao voltar!
17
Cão de guarda, ameaçador,
a rosnar, furioso e cego
eis afinal, meu amor,
este ciúme que carrego...
18
Como o quadro na moldura,
como a rosa no botão,
como Deus na criatura,
- estás no meu coração.
19
- "Crê na vida!" - eis o conselho
da Esperança, ante a desgraça...
A face fria do espelho,
de calor ainda se embaça...
20
Definir a eternidade
é fácil, já a defini:
é o instante de saudade
e eu vivo longe de ti.
21
Delicados diademas
trabalhadas obras-primas...
...Tuas mão são dois poemas
rimando, em vermelhas rimas…
22
De mãos dadas com as lembranças,
com o mar, com a noite, com a lua,
faço versos, como as crianças
fazem ciranda na rua...
23
Deslumbrada, com certeza,
a tua própria camisa,
ao descobrir-te a beleza,
para um momento indecisa...
24
Dosado, o ciúme é tempero
que à afeição da mais sabor...
Mas se chega ao exagero
é o pior veneno do amor...
25
E como que por encanto
minha dor se vai embora,
pois estas trovas que eu canto
são feitas... como quem chora...
26
E eis a suprema ironia
ao meu coração ferido:
- Tu foste trair-me um dia,
mas, com quem? - Com teu marido...
27
Este amor nunca se apaga:
é chama que me incendeia,
é espuma a florir na vaga,
é vaga a brincar na areia.
28
Eu faço versos assim
como quem respira ou canta,
a poesia nasce em mim
como do chão nasce a planta...
29
Longe o amor, quem pode amar?
Tudo é inquietude, aflição...
A saudade é falta de ar
asfixiando o coração...
30
Louco de amor, te busquei,
e ao te encontrar, percebi
que não fui eu que te achei;
eu, sim, é que te perdi.
31
"Matar saudades", querida
é uma expressão, simplesmente,
pois, em verdade, na vida,
saudade é que mata a gente
32
Mentiste? Foste mesquinha?
Que importa se já não cremos?
Importa é que foste minha
que eu fui teu, e que vivemos!
33
Minha maior alegria
minha glória humilde e nua
é ver a minha poesia
fazer ciranda na rua...
34
Misto de pranto e alegria,
sol e chuva, sonho e dor,
a saudade é o sol num dia
de chuva, no nosso amor...
35
Na despedida - com pressa -
escrever me prometeste.
Esqueceste da promessa,
ou apenas me esqueceste?
36
Nesse jardim de surpresas,
que foi o amor que me deste,
as violetas são tristezas,
minha saudade, um cipreste.
37
No peito dos marinheiros
nasceu , cresceu, emigrou...
Mas nos porões dos "negreiros"
foi que a saudade... chorou!
38
No teu olhar há dois sóis,
na tua alma, um mal-me-quer,
e há duas luas redondas
no teu corpo de mulher...
39
(Ó Amor, como desandas!)
Ontem, ciúmes... mil espreitas...
Hoje, nem sei onde andas,
nem em que cama te deitas...
40
O tal ditado é um conselho,
não te mostres desolado:
- "há sempre um chinelo velho
para um pé doente e cansado..."
41
Ó vento, que em ti resumes
tudo quanto a vida tem:
- tu, que trazes perfumes,
levantas poeira também...
42
Partiu com sonhos de glória!
Ficou com a dor e a tristeza!
Eis afinal toda a história
da saudade portuguesa!
43
Perigoso, onipotente,
verdadeiro ditador...
o ciúme é um cego, doente,
ou um doente, cego de amor?
44
Persistente e fina dor,
sombra da felicidade,
ânsia e gemido de amor,
lembrança e espera... Saudade.
45
Podes ter outro Senhor,
até mais rico que um Rei,
mas nunca mais outro amor
há de te dar quando dei.
46
Poesia, flor de mistério
que brota do coração
e abre as pétalas de etéreo
no céu da imaginação.
47
Por certo a pior solidão
é aquela que a gente sente
sem ninguém no coração...
no meio de muita gente...
48
Por certo que me comovo,
nem glória existe maior :
ouvir um poeta o seu povo
dizer seus versos de cor !
49
Por ironia maior,
sorriste do meu desgosto,
e sepultaste este amor
nas covinhas de teu rosto...
50
Praias longe, em solidão
fora de todas as rotas,
tal como o meu coração
como o sonho... das gaivotas...
51
Quando estás longe, querida,
na minha angústia sem fim,
saudade é o nome da vida
que morre dentro de mim...
52
"Quem canta os males espanta"
Disto, afinal, tenho prova,
pois meu sofrer hoje canta
e se desfaz numa trova.
53
- "Quem espera desespera...."
- "Quem espera, sempre alcança..."
Ah, meu amor, quem me dera
esperar tendo esperança!
54
Resta um consolo: pensar
no amor que juntos colhemos...
Nem Deus pode tirar
os instantes que vivemos!
55
Rosas tolas, tão vaidosas,
que em belas hastes vicejam...
Vem, amor, olha estas rosas,
quero que as rosas te vejam...
56
Saudade é fidelidade,
e eis como a imagem se explica:
partem o amor, a amizade,
todos partem... ela fica.
57
Saudade, - estranha ilusão,
que a solidão recompensa,
presença no coração
maior que a própria presença...
58
Sempre fiel, e verdadeira
vigia da nossa dor,
ó saudade, companheira
dos solitários do amor...
59
Se a coisa dada, algum dia,
de nós não fosse tirada,
ainda assim, gente haveria
que nunca daria nada.
60
Tudo é trova: a flor, a onda,
a nuvem que passa ao léu
e a lua, trova redonda
que a noite canta no céu!
61
Tu tão moça, eu tão vivido.
Tantos anos de permeio.
Bem poderias ter sido
o grande amor que não veio...
62
Velhos mastros, verticais
como certos pensamentos,
vossas bandeiras de paz
são almas soltas aos ventos.
63
Vida amarga! E na amargura
da vida, eu pensei, querida:
- quem dera a tua doçura
para adoçar minha vida!
64
Vi teu retrato, - revivo
um velho amor que foi meu...
A saudade é um negativo
de foto que se perdeu...
65
Vivo a vida cada dia,
vida comum, sem engodos,
por isto a minha poesia
reflete a vida de todos.

domingo, 10 de agosto de 2025

Joamir Medeiros (Natal/RN)

1
A natureza agredida
por queimadas criminosas,
perde os encantos da vida,
perde a beleza das rosas!
2
Ao gerar prosperidade
e bem estar social,
o trabalho é, na verdade,
o maior bem contra o mal.
3
Ao singrar em tuas águas
cristalinas ao luar,
Potengi! Afogo as mágoas
auscultando o teu cantar!
4
Ao ver a planta florida
tornar-se um preto-carvão,
a Terra, quase sem vida,
implora: - Queimadas, não!
5
As coisas boas da vida,
que nos dão felicidade
passam sempre de corrida,
deixando eterna saudade.
6
- A trova é o Sol que ilumina
os sonhos dos trovadores.
É também prece divina
que alivia nossas dores.
7
A trova – Musa divina,
é terna canção de amor…
É tão pura e cristalina,
que faz santo o trovador!
8
Buscando vencer obstáculos
com exemplar persistência,
os rios são sustentáculos
de nossa sobrevivência.
9
Busque enfrentar desafios,
preserve a mãe natureza:
- Nossa flora, fauna e rios,
fontes de nossa pureza.
10
Carnaval – Festa do povo,
dos prazeres, da folia…
Foliões buscam de novo
reviver sua alforria!…
11
Cartão-postal potiguar,
nosso Alberto Maranhão
é um TEATRO secular:
- Honra e Glória da Nação!
12
Cenário sombrio, esboço
da miséria...que tristeza:
- Ver famílias sem almoço
E sem jantar sobre a mesa!
13
Com saúde e educação,
sem drogas, fumo e bebida,
teremos livre a nação
nos seus direitos à vida.
14
Com sua fé inaudita,
São Francisco, na verdade,
fez a prece mais bonita
pela Paz da humanidade!
15
Corre lento, sem alarde,
Potengi - em seu trovar!
E os lábios rubros da tarde
com ardor vêm te beijar!…
16
Cumprindo bem cada meta,
ao longo de sua história,
nosso TEATRO completa
um Centenário de Glória.
17
É salutar passatempo,
trabalhar com otimismo:
O trabalho ocupa o tempo,
dissipando o pessimismo!
18
Este conceito traduz
um céu de muito esplendor:
– “amor é facho de luz”
– “perdão é bênção de amor!”
19
Eu creio em Deus, sou devoto,
amo o Brasil com fervor,
mas nunca mais dou meu voto
a quem não me dá valor.
20
Falar de feira... a saudade
pulsa em meu peito, tão forte,
que relembro a mocidade
das feiras livres do Norte!
21
Família exemplar, unida,
que busca honrar seus valores,
enaltece a própria vida:
e a vida entoa louvores…
22
Fonte de sabedoria
Que o mundo inteiro conhece,
A trova é a luz da poesia…
É a mais linda e doce prece!
23
Irmão, não mates a vida
usando drogas, maconha!
Tu perderás nesta lida:
- moral, saúde e vergonha!
24
Jorrando sabedoria
iluminando o universo,
a trova com maestria
é um hino de amor ao verso!
25
Leve a vida sem queixume,
plante amor por onde andar:
– Seja a fé o seu perfume.
– Seja a paz o seu altar!
26
Mesmo vencendo a contenda,
e os medos da tenra idade,
o lobisomem é a lenda
que vive em minha saudade!
27
Minha vida o que seria
sem o diploma de esteta,
pois sou filho da poesia
e a poesia me completa!
28
Mulher, encanto e ternura,
lindo poema de amor,
que ameniza a desventura
do poeta… sonhador!
29
Não há poema mais lindo
neste rincão potiguar:
– ver o Potengi dormindo
abraçado com o mar!
30
Natal – Cidade Sorriso
que ao mundo inteiro seduz,
tu és o meu paraíso,
meu paraíso de luz!…
31
Natureza... Templo Santo
onde Deus fez seu altar...
Em tudo há sublime encanto
que é preciso preservar!!!
32
O destino insano, ingrato,
me roubou você, enfim,
mas não roubou seu retrato:
- Presença que vive em mim.
33
O imortal desaparece
desta vida transitória,
mas seu verso permanece
nas letras vivas da história!
34
O silêncio, embora mudo,
tem poder envolvente
de, ao coração, dizer tudo
que passa na alma da gente!
35
O sonho em minha existência
perdeu seu brilho e valor,
ao sentir que tua ausência
sepultou o nosso amor!
36
Os sonhos da mocidade,
quase ninguém os esquece;
deixam fundo uma saudade
que nunca desaparece!
37
Padre João Maria, exemplo
de Fé, de Amor, Santidade:
- Da pobreza fez seu templo
em prol da Fraternidade!
38
Para afastar os abrolhos
do meu viver sufocante,
bastou-me fitar teus olhos
divinais… por um instante!
39
Perdi-te, sim, por ciúme,
mas inda guardo com zelo
a fragrância do perfume
de um fio do teu cabelo.
40
Preserve a Mãe-Natureza!
Combata sempre as queimadas...
Defenda o verde e a pureza
de nossas matas sagradas!
41
Primavera é a natureza
se revestindo de cores,
multiplicando a beleza
nos sonhos dos Trovadores!
42
Quando eu faço a travessia
sobre teu leito, risonho,
tudo respira poesia,
oh! Potengi do meu sonho!
43
Queimada… A verde floresta
perdeu no fogo a folhagem…
Hoje – só carvão nos resta,
e a saudade da paisagem!
44
Quem tem fé, tem esperança
num mundo novo, sem guerra,
pois com fé e confiança
haverá paz sobre a Terra!
45
Que o mais lindo sol desponte
sobre o milênio terceiro,
e que debaixo da ponte
ninguém ponha o travesseiro!
46
Relembrando a mocidade
te vejo a cada momento,
no feitiço da saudade
que adorna o meu pensamento.
47
Respeito, amor, lealdade,
temor a Deus sem medida,
eis a família, em verdade,
núcleo maior desta vida!
48
Sem passado e sem futuro,
a criança abandonada
vive num mundo obscuro,
sem esperança de nada…
49
Senhor Deus – Rei do Universo,
eis a prece que se encerra:
–  Mandai chuva... ouvi meu verso...
- Bani a seca da Terra!
50
Ser sóbrio, filho, é virtude
que gera felicidade...
Se queres gozar saúde,
cultiva a sobriedade.
51
Sertanejo, bravo e forte,
enfrenta a seca e os horrores
sem temer a própria morte,
vencendo os próprios temores!!!
52
Sou trovador, sou poeta,
vivo feliz –  tenho paz...
Esta é a prova mais completa
do bem que a Trova me faz!
53
Teatro de belo porte,
nosso Alberto Maranhão,
no Rio Grande do Norte
faz Cem anos de atração…
54
Teu doce beijo, querida,
que me acalma e tira o tédio,
é meu sol, é minha vida,
é meu sublime remédio!
55
Tua ausência indesejada
me causou tão forte dor,
que vivo abraçado ao nada,
no deserto desse amor.
56
Tua ausência, mãe querida,
o bom filho nunca esquece…
És o amor de Deus, és vida:
– Tu és a mais linda prece!
57
Vai seguindo o seu fadário
há milênios, junto ao mar.
Potengi, belo cenário,
cartão postal potiguar!

Revista Crestomatia de Trovas nº 3 – junho de 2026 (download gratuito)

Confira os destaques que preparei para o seu deleite em suas 37 páginas: * Panteão da Trova: Inicia nossa jornada com uma seleção primorosa ...