Já perdi a conta dos casos que ouvi de namorados românticos. Coisas do passado, é claro. Hoje em dia tudo está muito diferente, as moças não ganham mais as serenatas nas noites de lua cheia, mas elas vão com os seus “ficantes” curtir a balada vazando noites de agito total.
Bom seria mesmo ser a Colombina do Pierrô, ser a Julieta do Romeu, ganhar flores, chocolates, poesias autografadas e, no álbum da vida estar na primeira página ao lado do eterno namorado, aquele do primeiro olhar, do primeiro aperto de mão e do primeiro beijo no portão a despertar a primeira taquicardia.
Receber atenções especiais, corações flechados desenhados nas árvores do jardim com direito a nomes e datas. Ser escravos do Cupido até o fim da vida e contar e recontar todas as viagens, todos os presentes de aniversário, natal, dia das mães e, por que não, dia dos namorados mesmo comemorando as Bodas de Prata ou de Ouro.
Embora tudo isso seja sonho enterrado vivemos o pesadelo da falta de sensibilidade, de virarmos geleiras humanas sem a menor emoção a manifestar. Já não mais existem românticos que mesmo de “jeans e de calça desbotada” mandam “flores para a namorada” como na antiga canção. Que pena!
Com a revolução feminista visando a igualdade de condições, a mulher deixou de ser o sexo frágil que dependia da proteção do homem, preocupado em lhe proporcionar o melhor em muitos casos. Será que a mulher só ganhou ou também perdeu?
Despiu-se de rendas e cetins, vestiu uma bruta calça de brim, tirou o chapéu e a flor dos cabelos e saiu por aí tentando fazer a sua liberdade, ou melhor, a sua igualdade de poderes diante do sexo oposto.
Os homens comodamente se retraíram, guardaram os seus violões e suas poesias com declarações de amor e nem sabem se a lua é cheia ou minguante, porque minguados estão os seus sentimentos neste jogo da vida em que a nudez da mulher, reveladora de todos os seus encantos, agora é exposta, não despertando mais aquela curiosidade que despertavam excitações. Vivemos um tempo de amores passageiros, de divórcios e separações e casamento à moda dos nossos avós e pais é coisa de cafona.
Viajando pelo cinema Hollywoodiano, palco de grandes amores, com músicas e ídolos famosos e beijos inesquecíveis que marcaram um tempo temos as mais preciosas cenas de amor. Como esquecer Scarlett O’hara e o Capitão Rhett Butter no filme E o Vento Levou encantando plateias que se espelhavam nas cenas de amor verdadeiro?
Hoje é a telinha do WhatsApp ou do computador a ditar regras que viciam e castram as emoções de todos criando um outro mundo de gente fria e isolada, inconsciente do que está se passando, na verdade, a seu redor. Escravizados pela máquina segue o homem por esta nova estrada, “deletando” emoções, plugando links, acessando sites no cansaço de se sentir vazio num horizonte onde o arco-íris agora nasce sempre em preto e branco.
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AMÉLIA MARCIONILA RAPÔSO DA LUZ, conhecida artisticamente e no meio literário como Amélia Luz, é uma premiada e respeitada poeta, contista e cronista mineira. Embora sua história de vida e atuação estejam intimamente ligadas à região da divisa com o estado do Rio de Janeiro (próxima a Santo Antônio de Pádua), ela nasceu formalmente em Minas Gerais. Nasceu na cidade de Pirapetinga/MG, situada exatamente na divisa com o estado do Rio de Janeiro, separada apenas pelo Rio Paraíba do Sul de municípios vizinhos da região noroeste fluminense, o que explica sua forte ligação cultural e geográfica com Santo Antônio de Pádua/RJ e arredores. Passou e construiu sua vida em sua cidade natal, expandindo suas atividades culturais pelas cidades irmãs da divisa mineira e fluminense. Possui uma extensa bagagem na área da Educação. É graduada em Pedagogia, com habilitações em Administração Escolar, Magistério e Orientação Educacional. Também se formou em Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa. Especializou-se em Planejamento Educacional e Psicopedagogia na Escola. Dedicou grande parte de sua vida profissional ao magistério, atuando de forma expressiva como professora e gestora educacional na região.
Embora escrevesse redações de destaque desde a escola primária, abraçou a carreira literária de forma pública e intensa em sua fase madura, apelidando sua escrita poética de "sua oficina de versos". Transita com facilidade entre a poesia tradicional, contos, crônicas e formatos modernos e sintéticos como as aldravias (forma poética minimalista nascida em Minas Gerais). É membra associada de importantes entidades geográficas e literárias, incluindo a Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) nas seções do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. Suas produções também integram mais de 200 antologias literárias nacionais e internacionais. Acumula distinções de relevância no Brasil e no exterior, com destaque para: Prêmio Internacional na Itália (2018): Conquistou o primeiro lugar em concurso literário internacional com sua obra Luz e Versos; Diversas outras premiações nas categorias de contos, crônicas e poemas em certames de língua portuguesa.
Entre suas principais obras individuais destacam-se: Pousos e Decolagens; Luz & Versos; Versos d'Aldeia; Contos de Argila; Silêncios Clarinam ao Longe?
Amélia Luz é uma voz fundamental para a preservação da identidade cultural do interior e das regiões de fronteira entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro. Sua escrita une a sensibilidade lírica do cotidiano à inovação de formatos, ajudando a consolidar o movimento aldravista fora dos grandes centros metropolitanos. Sua literatura possui tanta densidade técnica e poética que já se tornou objeto de estudo em dissertações de mestrado acadêmicas. A sua poesia é marcada por uma cadência sonora muito rica. Como a própria autora descreve em seus manifestos artísticos, ela busca "brincar com as palavras" fazendo-as "cantar e dançar". Essa forte presença de rimas, aliterações e a musicalidade intrínseca de seus versos faz com que sua poesia dialogue diretamente com a tradição dos saraus e da canção falada regional, celebrando a palavra como um instrumento melódico.
Fonte:
Texto enviado pela autora.
Biografia = Museu da Pessoa; Portal CEN; etc.

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