Era uma moça como inúmeras outras, cheia de sonhos, desejos e esperança. Um dia, conheceu um moço, com igual capacidade de amar e de acreditar na vida e nos outros.
Assim, a moça e o moço se tornaram os melhores amigos de sempre. Faziam tudo juntos, desde compras no mercado a idas regulares ao cinema. Adoravam filmes de comédia.
Tão linda, a moça conheceu outro moço, que, interessado em sossego, quis se casar. Aflita, contou logo a boa nova a seu amigo, que a apoiou muito. Nunca mais se viram.
* * * * * * * * * * * * * * * *
O SANTO
Havia se acostumado a ser santo aquela imagem no altar da igreja mais próxima. Não me lembro direito qual mesmo o santo que era, mas era um santo. Tinha os olhos nus.
Dia a dia, como se fosse um pastor, via as ovelhas, digo, os devotos, indo e voltando de lá, deixando aos pés dele uma carta, uma vela, ou um bocado do olhar que o encarava.
Amigo de todos, o santo no altar não podia muita coisa, senão escutar e fazer ele mesmo sua prece a Jesus, a Maria, a Deus Pai. Talvez aquela gente precisasse do santo só isso.
* * * * * * * * * * * * * * * *
O HERÓI
Era um homem jovem e muito bonito. Pelo mesmo era isso o que lhe diziam. Tanto que, depois de um tempo, passou a acreditar que era uma espécie de herói, Eros, Hércules!
Malhava bastante e se sentia com muitos amigos, pois quase nunca estava sozinho. “A vida é tão boa! Sou tão amado!”, pensava, sem saber que amigos são joias muito raras.
Com a crise no País, sofreu um revés financeiro, perdeu o emprego, ficou sem dinheiro, nem para a academia. Aliás, para os velhos “amigos”, aquele herói virara um bandido.
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
O poeta, trovador e escritor OLIVALDO JÚNIOR é uma figura de destaque na cena cultural e literária da região da Baixa Mogiana, no interior do estado de São Paulo. Ele transita com facilidade pelas vertentes da escrita acadêmica, da rádio, da música e da poesia clássica. Nasceu na cidade de Aguaí/SP, mudou-se com a família para a cidade de Mogi Guaçu/SP ainda quando era menino. É nesse município que ele fixou residência, desenvolveu suas profundas raízes artísticas e construiu sua vida comunitária. Sua paixão pela comunicação e pelas artes se reflete em suas escolhas acadêmicas e profissionais.: Graduou-se em Letras (com Licenciatura Plena e Habilitação em Português e Inglês) pelas Faculdades Integradas Maria Imaculada (FIMI). Também possui formação profissionalizante em Radialismo pelo SENAC de São Paulo. Atua como Oficial Administrativo na Fundação Educacional Guaçuana (FEG) e também exerce atividades no campo da docência, locução/radialismo e na música popular, atuando como instrumentista.
Olivaldo Júnior cultiva o gosto pelos livros e discos desde a infância. Sua expressão escrita foca principalmente em poemas, contos, crônicas e letras de música. Ao longo de sua caminhada lírica, tem se inscrito assiduamente em festivais literários e concursos de trovas regionais, colecionando diversas classificações e premiações que validam a sensibilidade de sua escrita. Embora desenvolva seu trabalho de maneira independente ou integrada a coletivos locais, sua produção está associada a plataformas e grêmios de fomento, como o portal Família Literária (https://www.familialiteraria.com.br/escritores/olivaldo-junior/1513688), que cataloga e preserva a voz de escritores atuantes no Brasil. A principal marca das publicações de Olivaldo Júnior é a sua participação em antologias poéticas coletivas e fanzines regionais, dividindo páginas com outros poetas paulistas. Suas produções espalham-se em formato de poesia clássica, com destaque para as suas trovas e minicontos, compartilhados tanto em compilações impressas de concursos quanto em suas mídias sociais voltadas à arte.
A importância de Olivaldo Júnior reside no seu papel como um dinamizador da cultura descentralizada no interior de São Paulo. Ao unir as competências de radialista, professor de línguas e músico popular, ele atua como uma ponte que retira a poesia dos espaços puramente acadêmicos e a devolve para o cotidiano da população de Mogi Guaçu e região. O autor mostra que manifestações clássicas e exigentes (como a métrica das trovas) combinam perfeitamente com a sensibilidade popular e a sonoridade musical moderna, inspirando novas gerações locais a valorizarem a riqueza da Língua Portuguesa.
Fonte:
Textos enviados pelo autor.

Nenhum comentário:
Postar um comentário