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quinta-feira, 21 de maio de 2026

A. A. de Assis (A era do ócio)


Está em pauta nas conversas a redução da jornada de trabalho. Como ocorre em toda inovação, tem gente contra e gente a favor, porém na verdade se trata apenas de um começo de adaptação natural às realidades do mundo novo.

Mecanização > automatização > informática > robótica > inteligência artificial... Somos uma geração atropelada por sucessivas revoluções tecnológicas, todas elas impulsionadas pela lei do menor esforço (“vis minima”).      

São conquistas que, de fato, concorrem para tornar mais fácil a vida; todavia, em razão delas, a mão de obra humana vai sendo aos poucos dispensada. Numerosas profissões já foram extintas e outras tantas perderão logo a razão de existir, disso resultando que a oferta de vagas no mercado de trabalho vai também rapidamente diminuindo.

Num futuro próximo, a maior parte dos empregos será para profissionais maximamente especializados, capacitados para pilotar robôs e outros engenhos sofisticados. Esses superespecialistas produzirão barato e em abundância tudo o que for preciso e os demais cidadãos e cidadãs terão acesso garantido por lei a tudo o que for necessário para o seu sustento e bem-estar.

Estará assim iniciada a Era do Ócio, profetizada há mais de dois mil anos pelos sábios da Antiguidade – entendendo-se ócio não como preguiça, mas como tempo livre para atividades prazerosas e serviços assistenciais voluntários.

E as escolas... ensinarão o quê? Decerto o mesmo que hoje, porém apenas para ajudar as pessoas a tirarem melhor proveito das novas maravilhas. Ensinarão principalmente esportes e artes. Alunos e alunas serão treinados para a prática de exercícios físicos, a fim de manter o corpo sadio, e para o cultivo de atividades artísticas e culturais que façam bem à cabeça.

Programadores e operadores de robôs viverão felizes, porque o de que eles mais gostam é mesmo de mexer com as suas ferramentas inteligentes. Os demais bilhões de seres humanos viverão também felizes, porque desfrutarão de um alto padrão de vida. Quem viver verá. 
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(Crônica publicada no Jornal do Povo – Maringá – 21-5-2026)

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A. A. de Assis (A era do ócio)

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